A imagem ao lado mostra a entrada de uma cavidade desenvolvida em maciço rochoso exposto. Esse tipo de formação evidencia que a gênese da caverna está diretamente relacionada às características da rocha e aos processos geológicos atuantes.
Nem toda rocha possui a mesma propensão para desenvolver cavidades. A presença de fraturas, a composição mineralógica e a circulação de água são fatores determinantes para que uma cavidade evolua ao longo do tempo geológico.
A maioria das cavernas conhecidas se forma por meio da dissolução química da rocha pela água.
Quando a água da chuva infiltra no solo, ela se torna levemente ácida e passa a dissolver minerais mais solúveis, ampliando fraturas e criando condutos subterrâneos. Esse processo é especialmente comum em rochas carbonáticas, como o calcário.
É por isso que grande parte das cavernas brasileiras está associada a ambientes cársticos.
Espeleotemas como a jangada de travertino ilustrada na imagem ao lado evidencia formações típicas resultantes da interação entre água, tempo e geologia.
Após a dissolução da rocha e a formação dos vazios subterrâneos, ocorre também a precipitação de minerais, dando origem a espeleotemas como estalactites e travertinos.
Cada tipo de rocha gera ambientes subterrâneos com características próprias de morfologia, microclima e dinâmica interna.
Cavernas não se formam da mesma maneira em todos os tipos de rocha.
Embora diferentes litologias possam desenvolver cavidades, algumas são muito mais favoráveis — especialmente aquelas suscetíveis à dissolução química ou que apresentam intensa fraturação.
A formação de cavernas é resultado da combinação entre:
Composição da rocha
Estrutura geológica
Circulação de água
Tempo geológico
Preservar cavernas é preservar a geodiversidade, a biodiversidade e a história geológica registrada no subsolo.